Congrega 2017  
Banner Institucional  
BannerCREDIES  

URCAMP CONVIDA A COMUNIDADE PARA EXPOSIÇÃO QUE ALERTA SOBRE “NÃO A MINA DE CHUMBO NO RIO CAMAQUÔ

O projeto Caçapava do Sul da Votorantim metais pretende implantar uma mineração de chumbo a céu aberto na região das Guaritas, distante 70 km de Caçapava, a 800 metros do Rio Camaquã e a 13 km da área rural de Bagé. A região é a mais preservada do estado e reúne espécies raras, endêmicas ou ameaçadas do território sul riograndense e do Brasil. O projeto já foi apresentado a Fepam e está em fase de apresentação do Relatório de Impacto Ambiental para as comunidades de Caçapava do Sul, Santana da Boa Vista, Bagé e Pinheiro Machado, através de audiências públicas no mês de novembro. Em Bagé a Audiência acontece no dia 23 de novembro, no Ginásio Graciano, situado na Barão do Amazonas, 50, onde será discutido o Estudo de Impacto Ambiental Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA – RIMA).  

A Comunidade que mora na localidade das Palmas, juntamente com a ajuda de especialistas de Instituições de pesquisas, Universidades e simpatizantes iniciaram em julho deste ano uma frente de resistência à implantação da Mina de Chumbo as margens do Rio Camaquã. Os alunos do Curso de Ciências Biológicas, motivados pela professora Anabela Silveira de Oliveira Deble formaram uma comissão de apoio ao grupo, em defesa da preservação do Rio Camaquã. A primeira ação é a montagem da exposição fotográfica da região das Palmas que conta com imagens da comunidade, da flora e da fauna, além de ilustrações e poemas relacionados a preservação do rio.

O Rio Camaquã nasce em Torquato Severo no município de Dom Pedrito e banha total ou parcialmente 28 municípios, com uma extensão de aproximadamente 350 quilômetros e deságua em São Lourenço do Sul, na Lagoa dos Patos.

A Professora Anabela trabalha com os alunos com turismo educacional na região das Guaritas, onde os acadêmicos aprendem a reconhecer a vegetação, o relevo, a geologia, a fauna e tudo que envolve a natureza do local. É um projeto de extensão que acaba estimulando a pesquisa entre os alunos, o conhecimento e a preservação daquela região.  

A Exposição conta com aproximadamente 80 fotos da região e busca fazer uma alerta sobre a implantação da mina de chumbo. “Caso a mina seja implantada vai gerar um prejuízo em relação a comunidade que vive e depende daquela região, assim como a retirada da cobertura vegetal nativa, e a expulsão da fauna, e também uma possível extinção de espécies endêmicas, raras e ou ameaçadas, além da contaminação com os rejeitos do empreendimento.”

A exposição fica aberta a comunidade no saguão do prédio central e no Corujão, até o dia 18 de novembro de 2016. No dia 20 o grupo União pela preservação do Rio Camaquã vai promover um movimento na Praça de Esportes com palestras, panfletagem e shows no sentido de alertar à comunidade que precisa se posicionar contra a exploração dos recursos naturais daquela região. Junto com a mostra está disponível um abaixo assinado contrário a implantação da mina, que será enviado ao Ministério Público. A região tem um desenvolvimento sustentável único no estado, pois conta com uma economia local através da pecuária sustentável, hortas orgânicas, mel orgânico, doces, produção da cachaça, produção de ovinos e lã, entre outras.

 “Com certeza vamos reverter com muito esforço a situação, precisamos do apoio da comunidade, é a área mais preservada do estado, de alto valor ecossistêmico. o Ministério Público Estadual e Regional estão investigando e estão sensíveis a causa. Quanto mais uma área for preservada mais o ar é renovado, a água é limpa, e a flora e a fauna estarão presentes para o equilíbrio do ecossistema. Contamos com o apoio da comunidade, juntamente com os nossos alunos nesta luta pela preservação do Rio Camaquã e arredores. 

 

Contato

Av. Tupy Silveira, 2099
CEP 96400-110

 

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

(53) 3242 8244

(53) 3242 8898