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Histórico da Urcamp

A história revela a importância da Urcamp no desenvolvimento regional e na formação de profissionais e lideranças nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste gaúchas, desde sua fundação. Também aponta sua influência dinâmica no desenrolar dos ciclos históricos das últimas décadas. A primeira fase constituiu-se basicamente da união de faculdades isoladas e suas respectivas mantenedoras, na construção do projeto da Universidade da Região da Campanha (Portaria 052, de 16 de fevereiro de 1989). Confira os momentos importantes desta trajetória.

Período da construção de uma universidade (1953 – 1989)

A Urcamp começou sua jornada na mesma fase em que diversas universidades federais, estaduais e particulares se organizavam na ideia de integração dos conhecimentos.  Naquele período (décadas de 50 a 70), a antiga FAT/Funba agregou novos cursos no que consolidou-se com a criação das faculdades e a constituição da Universidade da Região da Campanha, marcando o ciclo de criação.

Em 19 de novembro de 1953, a Associação de Cultura Técnica e Econômica (ABCTE) criou a Faculdade de Ciências Econômicas, localizada em Bagé. Em 1955, surgiu a Faculdade Católica de Filosofia, Ciências e Letras de Bagé, criada como extensão da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), com o apoio do Bispo Dom Antônio Záttera, que também era o Reitor dessa Universidade.

Em 1960, implementam-se os cursos de Pintura e Música, no Instituto Municipal de Belas Artes, sob a administração da Prefeitura de Bagé.

Em 13 de janeiro 1969, foi registrada a Fundação Universidade de Bagé – FunBa (Ata nº 9, 12/12/1965), posteriormente transformada em Fundação Attila Taborda (FAT), enquanto instituição mantenedora da instituição de ensino denominada de Faculdades Unidas de Bagé (FunBa). Por meio da unificação de todas as Faculdades existentes na cidade, passa a se caracterizar como instituição educacional autônoma, lançando os fundamentos da futura Universidade URCAMP. Também em 1969, foi criada a Faculdade de Direito. Os cursos superiores de Artes foram transferidos do Poder Público Municipal para a Fundação.

Em 07 de agosto de 1970, o Presidente da Fundação da Universidade de Bagé, Dr. Attila Taborda encaminhou o pedido para criação dos cursos de Engenharia Operacional Rural, Biblioteconomia, Ciências Biológicas e de Ciências Contábeis e Ciências Administrativas, agregados a UCPel.

No ano de 1972, foi criada a Faculdade de Educação Física.

Em 1976, criadas as faculdades de Medicina Veterinária e de Agronomia, que originariamente eram Extensão da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, passaram a partir de 26/04/76, para responsabilidade da Fundação.

Em 1988, experimenta uma expansão na infraestrutura de pesquisa e extensão, por meio da criação do Instituto de Pesquisas Ambientais e Energias (IPAE).

Em 1989, a qualificação do corpo docente e os fatores de maturidade acadêmica renderam à instituição o reconhecimento como Universidade. O projeto de transformação das Faculdades Unidas de Bagé em Universidade, iniciou-se pela aprovação, em 1986, pelo então Conselho Federal de Educação, da carta consulta encaminhada pela Instituição, que foi reconhecida a Universidade da Região da Campanha (URCAMP), resultando na Portaria ministerial nº 052, de 16 de fevereiro de 1989; Parecer CFE 183/89, conforme Processo nº. 23001.000771/86-45), continuando com sua Mantenedora a FAT.

Período da ampliação do território de abrangência da URCAMP (1990-2001)

Destaca-se a ampliação do território de abrangência da FAT/URCAMP, com a incorporação e a criação de novos campi, em grande medida acionado pelo interesse dos governos municipais em garantir o acesso ao ensino superior.

Em 15 de fevereiro de 1989, pelo parecer CFE nº 183/89, foram incorporados os campi de Dom Pedrito e Caçapava do Sul.

Em 19 de outubro de 1989, foi celebrado o convênio entre a Fundação Attila Taborda – FAT, sua mantida Universidade da Região da Campanha – URCAMP e a Fundação Educacional de São Gabriel – FESG, visando à transferência dos cursos superiores das Faculdades Integradas de São Gabriel para a URCAMP. Em 1990, foi criado novo campus na cidade de São Gabriel.

Em 14 de julho de 1992, pela Portaria nº 107/92 soma-se à URCAMP o campus de Sant’Ana do Livramento.

Em 7 de novembro de 1996, os Cursos Superiores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Borja foram incorporados pela Portaria do MEC nº 1148.

Em 06 de dezembro de 1996, o Campus Universitário de Alegrete, foi instalado conforme Portaria MEC nº 1143, de 07 de Novembro de 1996, na Fronteira Oeste do Estado, constituindo-se em mais uma unidade da Universidade da Região da Campanha.

Em 23 de fevereiro de 2001, foi autorizado o campus universitário de Itaqui, pela Portaria do MEC nº 346, com a aprovação do funcionamento do Curso de Ciências Contábeis – bacharelado.

A expansão da URCAMP, por meio da implementação de sete (07) ampliou a perspectiva de sua atuação, principalmente na região da Fronteira Oeste, mas também impactou significativamente na estrutura orçamentária da instituição, tendo em vista os custos necessários para a manutenção das condições de ensino, de pesquisa e de extensão. Tais efeitos foram equacionados nas décadas seguintes até que a instituição adotasse o seu formato atual mantido em cinco campi.

Período da dificuldade institucional, financeira e acadêmica (2002-2010)

A URCAMP constituiu-se em Pólo Regional, catalisador e irradiador de aspirações comunitárias, atendendo a premissas de comprometimento com a qualidade de vida da região, sem descuidar da dimensão universal da realidade humana. Na dimensão econômica, contribuiu de forma direta para as regiões da Campanha e da Fronteira Oeste na geração de empregos e movimentação de recursos por meio dos alunos envolvidos no processo de educação. De forma indireta, colabora, por meio de convênios com o Município de Bagé e dos municípios de abrangência da IES, com programas vinculados a questões privadas ou públicas, além da filantropia.

Desta forma, ao transformar-se em universidade a Urcamp tornou-se o marco responsável pela formação da população destas regiões, desassistida de uma política de ensino público em nível de graduação, extensão, pesquisa e pós-graduação. Por outro lado, a medida acarretou, ao longo dos anos 1990 e 2000, em uma necessidade de recursos, muitas vezes superior a sua capacidade financeira.

Foi no período de 2002 a 2009, que a FAT/URCAMP, mantenedora e mantida, protagonizaram momentos de extrema dificuldade. Apesar da ampliação de cursos, campi e de alunos, a instituição passou por períodos de desgaste com o corpo docente e corpo técnico administrativo, devido a constantes atrasos salariais.

No ano de 2005, em decorrência da crise financeira, a gestão da universidade e políticos representantes dos poderes executivo e legislativo de diferentes escalas, iniciaram um processo de tentativa de federalização da URCAMP, que não foi aprovado. Em seu lugar, foi criada a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), uma estrutura multicampi cuja sede foi estabelecida em Bagé, mas que tinha, a partir de então, sete de seus 10 campi instalados em municípios nos quais a URCAMP mantinha unidades. Nesse período, cursos das áreas de licenciatura e artes foram encerrados, devido à instalação de cursos nos mesmos municípios nos quais a URCAMP mantinha campus.

Após, a tentativa de federalização, em 2005, URCAMP obteve resultados efetivos, com o Programa de Ensino Superior Comunitário – PROESC, que beneficiou estudantes carentes financiados por recursos públicos da União, por meio de uma verdadeira engenharia político-institucional e parceria com os oito municípios onde se encontra instalada. Além do Programa Porta de Entrada – PROPEN, também criado pela URCAMP com o Município de Bagé, que foi selecionado para concorrer ao prêmio Práticas Inovadoras na Gestão do Programa Bolsa Família, criado pelo MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, como programa diferencial no Brasil.

Período da (Re)construção institucional administrativa, financeira e acadêmica (2010-2017)

Em dezembro de 2010, a URCAMP, por meio de voto democrático de professores, funcionários e alunos, elegeu a nova administração, sendo a signatária conduzida à Reitoria (Gestão 2010-2014). O propósito foi o de implantar mudanças que levassem a equalizar os problemas de natureza administrativa, financeira e acadêmico.

Entre as estratégias de reorganização de mudanças administrativas na IES ocorreram várias adequações, tais como:

  • o fechamento de campi: Itaqui (2014), São Borja (2016) e Caçapava do Sul (2016);

  • encerramento de cursos deficitários;

  • manutenção de programas como PROUNI, PROESC; e

  • adesão ao programa PROIES (2012).

Em 2015, primeiro ano da Gestão reeleita para o período de 2015-2018[1], os principais desafios da URCAMP foram:

  • a manutenção das condições financeiras, agravadas pela conjuntura econômica e pelas novas políticas de financiamento, com a reorientação do Fundo Investimento do Ensino Superior (FIES);

  • a implementação do novo sistema de gestão acadêmica (SEGUE), com prioridade para a gestão da graduação e financeira/contábil;

  • ajustes acadêmicos na oferta de componentes curriculares, considerando o número mínimo de alunos (ponto de equilíbrio) e;

  • a otimização dos docentes, além da definição dos componentes curriculares institucionais, agrupados e as ofertados na modalidade semipresencial.

       

Sanadas questões de manutenção e garantido o equilíbrio nas relações de produção acadêmica, a caminhada remete à busca de uma fonte permanente para as questões de oferta qualificada e atualizada de tecnologia, pesquisa e extensão. Por isso, a IES decide, em um processo de amadurecimento de sua comunidade acadêmica solicitar o recredenciamento na organização acadêmica de Universidade para Centro Universitário, em 2013. Essa iniciativa demonstra o compromisso da Instituição com a sua região de abrangência e uma visão clara do seu contexto histórico, reafirmando a viabilidade da atividade e a necessidade de manutenção das condições necessárias para atender aos requisitos legais. Tudo isso como base na realidade presente desta Instituição de Ensino Superior.

[1] A gestão foi reconduzida em 2014, pela comunidade acadêmica com 87% de aprovação, reconhecendo o esforço dedicado a recuperação administrativa e financeira da instituição.